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Veja bem

Existem alguns refrões, cacoetes verbais, muletas de conversação que, embora nos proporcionem uma sensação de segurança na qualidade de emissores de mensagem no processo comunicativo, acabam atuando como ruído.

 

Monteiro Lobato já trazia em suas páginas a fórmula “peça para repetir a pergunta”, na intenção de ter mais tempo de elaborar a resposta. Se bem me lembro, era um dos truques de Narizinho.

 

Nesta mesma toada existe uma série de mecanismos, mas aqui destaco o malfadado “Veja bem”, que costuma dar início a uma resposta com algum suposto grau de complexidade. Não percebe o emissor que ao pronunciar a infeliz expressão, ele agride o interlocutor dizendo claramente que o outro carece de discernimento para compreender, para ver. Quando se trata de alguém mais esclarecido que ouve esta “muleta verbal”, sabe exatamente do que se trata. Se de bom humor, este receptor internamente ridiculariza o emissor do refrão da incompetência e deixa passar, porém se se tratar de questão importante, o ruído comunicativo imediatamente levanta muralha.

 

‘Veja bem’ é uma expressão que pretende atribuir superioridade a quem a utiliza. Sugere que o receptor não está inteirado da situação, sendo que, via de regra, o que há são pontos de vista diversos. E não concordar não significa não entender.

 

A esta altura o leitor deve estar se perguntando o porquê deste texto sobre esta expressão tão comum. Por isso mesmo, por ser tão arrogantemente comum. Para estes interlocutores, que não são poucos, reservo a frase que já os interrompe no começo permitindo-lhes o solicitado tempo para elaborar resposta: “Eu vejo bem, apenas não concordo.”

 

E se for para ganhar tempo, que se use a fórmula de Monteiro Lobato, aquela que sugere que se pergunte novamente, algo do tipo: o que você quis dizer mesmo?

 

 

Rosangela Tremel

Advogada; Jornalista; Administradora de empresas; Criadora do projeto e Editora-Chefe da Revista Jurídica da Unisul “De fato e de direito”- versões impressa e eletrônica; professora de Direito Público em grau de Mestre para pós graduação; Especialista em Advocacia e Dogmática Jurídica, em Marketing e em Ciências Sociais;  publicou pelos selos editoriais técnicos Atlas, Ágora, Associação Acadêmica da Faculdade de Direito de Lisboa, colaboradora de periódicos especializados, palestrante convidada.  

 

 

 

 

 

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