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O recorte do objeto do seu TCC

Talvez seja o finalzinho do recesso, quando todos começam a fazer os planos de estudo para o ano, mas me flagrei pensando naquela eterna pergunta: “Como defino o assunto de um trabalho monográfico, o temido TCC?”.  Por ter exercido a função de coordenador de monografias por vários anos, quando as graduações em direito formavam turmas enormes bem como  por ter participado de inúmeras especializações  presenciais e à distância, frequentemente tinha que falar sobre o recorte do objeto. Para quem gosta de quantificação, devo ter orientado mais de 500 alunos e participado de outro tanto de bancas na área jurídica.

 

Vez por outra apareciam os inesquecíveis. Aquele que ia escrever sobre água. E eu tentava explicar que precisava definir a abordagem. Tentava, pois não eram todos que entendiam. Por outro lado, chegava aquele queria pesquisar sobre “responsabilidade civil objetiva da pessoa jurídica de direito privado por danos causados às aguas doces”.  Ou o que se propunha a analisar a lei de responsabilidade fiscal (então em pleno vigor) como um todo, em contraponto ao outro, que sugeria analisar a questão dos restos a pagar dentro do contexto da lrf. Nem é preciso perguntar quem conseguia produzir um bom trabalho de conclusão de curso.

 

Destas muitas experiências, cuja conversas começavam sempre pelo recorte do objeto, não raros conseguiram nota máxima. À questão do exato limite da abordagem, sempre aliei e salientei a importância de gostar do tema, se possível, ter paixão pelo assunto, pois uma vez escolhido, seria um longo convívio.

 

Deste período, duas histórias marcaram época. A de um aluno que se propôs a escrever sobre direito de certidão, ou seja, dissertar sobre a alínea b, do inciso XXXIV, do artigo 5º da Constituição Federal. Perguntei se ele conseguiria desenvolver o TCC inteiro sobre uma única alínea, confesso que achei que talvez fosse o caso de ampliar um pouco.  Fernando Ferreira Moraes não só fez a monografia, dentro do maior rigor, como a transformou em livro, agora já na segunda edição, e que tive o prazer de prefaciar.

 

A outra história é bem diferente. A aluna chegara de intercâmbio em Portugal e queria escrever sobre a  capa usada nas universidades de lá. Recortamos o objeto como “O princípio da igualdade e o uso do traje acadêmico nas universidades portuguesas”. Foi uma das raras cópias que trouxe na mudança de cidade, junto com a foto com que Julyana Mouta Wojcikiewicz me presenteou. Em sua apresentação, ela a todos emocionou encerrando com a apresentação do ritual da capa que, recentemente, em Lisboa, tive oportunidade de assistir novamente, com vários alunos protagonizando o momento.

 

Hoje, atuando em outra área, a pergunta que me fazem com muita frequência é: como escrever um bom artigo? A resposta, como editor-chefe, permanece sendo: recorte o objeto com precisão cirúrgica e tenha profundo interesse pelo tema que vai abordar.

 

Há acréscimos, entretanto, para os quais o suposto redator deve atentar:  entender exatamente a linha editorial, observar a linguagem adotada e estar pronto para eventuais ajustes.

 

Além disso, cabem as questões:  escrever para a academia ou para o grande público? Para revista formal ou blog? Para revista de artigos científicos ou jornalísticos? Para veículos destinados somente a reproduzir artigos de profissionais daquela área ou para os que não levam em conta a titulação? Se respondidas estas perguntas, o artigo terá boas chances de, como se costuma dizer no jornalismo, “emplacar”.  Entretanto, caro leitor, a estas alturas você já sabe, mas permita-me reforçar: primeiro de tudo, recorte bem objeto central. E sucesso no tcc ou no artigo, lembrando que isto depende muito mais de transpiração do que de inspiração.

 

 

Rosangela Tremel

Advogada; Jornalista; Administradora de empresas; Criadora do projeto e Editora-Chefe da Revista Jurídica da Unisul “De fato e de direito”- versões impressa e eletrônica; professora de Direito Público em grau de Mestre para pós graduação; Especialista em Advocacia e Dogmática Jurídica, em Marketing e em Ciências Sociais;  publicou pelos selos editoriais técnicos Atlas, Ágora, Associação Acadêmica da Faculdade de Direito de Lisboa, colaboradora de periódicos especializados, palestrante convidada.  

 

 

 

 

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26 de Abril de 2017

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