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Entrevista com Evinis Talon sobre advocacia criminal

Evinis Talon fotoO entrevistado desta semana é o Dr. Evinis Talon.

Evinis é advogado criminalista e professor de cursos de pós-graduação em Direito Penal. Também é mestre em direito e especialista em diversas áreas do direito, incluindo direito penal e constitucional.

Uma curiosidade é que Evinis foi Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul. Ele foi aprovado para o cargo quando ainda estava na faculdade, adiantando a formatura para tomar posse no cargo. Tempos depois, optou por seguir a sua vocação de advogado e saiu da Defensoria Pública.

Atualmente, além de articulista, professor e advogado, ainda é palestrante no Brasil. Vale mencionar a publicação de seu mais recente livro, O Criminalista, que já tem disponível o volume 1.

Confira a entrevista:

 

1) Vamos começar com uma curiosidade que tem chamado atenção de muita gente: você saiu da Defensoria Pública porque queria advogar. Nos conte mais sobre como foi tomar esta decisão.

Foi em janeiro de 2015. Eu estava numa Defensoria Pública excelente e havia acabado de ser aprovado na primeira fase para Juiz do DF, mas a vontade de ter mais liberdade e me dedicar mais à vida acadêmica pesou na decisão de deixar o cargo e desistir do concurso de Juiz. Além disso, eu nunca havia advogado, pois saí diretamente da faculdade para o cargo de Defensor Público. Eu não queria esperar por algumas décadas até me aposentar e viver esse sonho.

No início, muitos me chamaram de louco, alguns se afastaram de mim. Dois anos depois, perceberam que a decisão foi detalhadamente pensada e que vale a pena correr atrás de um sonho, mesmo que pareça loucura no início.

 

2) Você tem se destacado como uma grande referência na advocacia criminal. Na sua visão, quais são os grandes desafios para ser um advogado no Brasil hoje?

Há muitos desafios. Um deles é se diferenciar no universo de mais de um milhão de advogados. Quem não se diferencia provavelmente terá que reduzir o valor dos serviços, levando ao aviltamento de honorários e, por conseguinte, a uma desvalorização da advocacia.

Outro desafio é a forma como a advocacia, sobretudo a criminal, é vista na sociedade. Sofremos preconceito das autoridades públicas (juízes, promotores, delegados etc.) que pensam que o objetivo do advogado é apenas fazer chicana processual. A sociedade pensa que queremos apenas a impunidade. Então temos o desafio de educar a sociedade e demonstrar a realidade da função da advocacia.

 

3) No Instituto Diálogo, temos ajudado muitos advogados a serem diferentes no que fazem. Você tem alguma dica para quem deseja se diferenciar no mercado?

Acredito que os dois principais fatores de diferenciação dos advogados sejam a especialização e a produção de conteúdo relevante. Quanto ao primeiro fator, é importante observar que o mercado está praticamente fechado para “clínicos gerais”.

Quanto à produção de conteúdo, essa é a única forma de demonstrar valor profissional antes de dizer o valor dos honorários. Se o advogado não demonstrar sua capacidade de escrever e abordar temas relacionados à área exigida pelo provável cliente, entrará na negociação dos honorários como a parte mais fraca da relação. De um lado, o advogado sem produção de conteúdo; do outro, o cliente e todos os concorrentes desse advogado.

 

4) Bom, você tem se destacado muito na advocacia criminal. Pode ajudar nossos leitores com algumas estratégias para quem deseja investir neste nicho?

Em primeiro lugar, deve-se publicar bastante sobre Direito Penal e Processo Penal. Deve-se tentar ser, verdadeiramente, um especialista.

Também é importante buscar boas parcerias com escritórios especializados de outras áreas ou escritórios “full service”. Quanto mais especializado o advogado for, maiores as chances de receber indicações.

Quem procura um advogado criminalista normalmente deseja o melhor profissional possível, um advogado que não pense em petições iniciais cíveis ou audiências trabalhistas enquanto conversa sobre o processo criminal desse cliente. O foco é o principal aliado do advogado criminalista.

 

5) Existe algum discurso que lhe inspira no seu cotidiano? Por quê?

Tem um vídeo que sempre me motivou muito. Não sei de quem é o texto, mas é a melhor descrição da entrega total a um sonho. Nesse vídeo, o narrador fala sobre esforço, constância e obsessão pelo sucesso. Eu sempre fui um “workaholic”. Então esse vídeo justifica a minha obsessão pelo trabalho e pelos estudos de modo que eu não me sinta tão mal (risos). Para quem está desanimado, é uma inspiração para começar a agir imediatamente.

 

 

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