• LOGIN
  • Nenhum produto no carrinho.

Entrevista com Eduardo Frias sobre advocacia e programação neurolinguística

Foto EduardoNesta semana, o entrevistado é Eduardo Frias. Ele é advogado com três especializações (Direito Procuessual Civil, Petróleo e Empresarial) e tem formação em Common Law e Contract Law pela University of California.

Atualmente, Eduardo Frias é advogado concursado da Petrobras e um dos mais destacados professores do Instituto Diálogo, além de ser um dos coordenadores da Escola Internacional de Mediação.

Frias é um dos raros juristas que têm conhecimento aprofundado em programação neurolinguística. Ele possui Master em PNL pelo INAp e cursou também a Escola de Palestrantes pelo mesmo Instituto.

Nós conversamos com ele sobre como a programação neurolinguística pode revolucionar a advocacia. Confira:

1) Você é um dos poucos advogados no Brasil que conhecem e utilizam a Programação Neurolinguística. Pode nos explicar um pouquinho o que é a PNL e a sua importância para o direito?

A Programação Neurolinguística ou PNL é o estudo dos padrões (programação) criados pela interação entre o cérebro (neuro), a linguagem (linguística) e o corpo.

A PNL estuda como criamos nossos pensamentos, sentimentos, estados emocionais e comportamentos e como podemos direcionar e otimizar esse processo. Ou seja, o seu enfoque é compreender como se processa o pensamento – que corresponde a usarmos nossos sentidos internamente – com vista a entender como o ser humano funciona e como ele pode escolher a maneira que quer funcionar.

O que eu percebi que as ferramentas oferecidas pela PNL casam muito com a nossa realidade como operadores do Direito, podendo ser aplicadas nas diversas atividades que fazem parte da área jurídica. Ou seja, os instrumentos da Programação Neurolinguística podem ser utilizados tanto por um estudante da graduação em Direito como, por exemplo, pelo advogado que quer se especializar em mediação, conciliação e arbitragem.

Com base no que falei acima, provavelmente poderiam me indagar o seguinte: Ok, entendi o que você falou. No entanto, eu gostaria de saber o que de tão especial teriam essas técnicas e conhecimentos ligados à Programação Neurolinguística?

A resposta seria simples. Todas as ferramentas, técnicas e conhecimentos da PNL utilizam o mesmo Modelo Operacional que consiste no seguinte:

ESTADO ATUAL > > > > > > > > > > > > > ESTADO DESEJADO

O Estado Atual e a condição que nos encontramos no momento e o Estado Desejado é o que almejamos alcançar.

Ao elaborarmos uma meta ou objetivo, estamos traçando um caminho para atingirmos o que desejamos. Quando nos comunicamos de uma forma mais eficiente com o nosso cliente, estamos atingindo o estado que desejamos, ou seja, entender melhor o mundo dele e permitir que ele também perceba isso. Quando formulamos uma estratégia processual o nosso estado atual é de buscar atingir um resultado favorável ao nosso cliente e, o estado desejado, é atingirmos aquele objetivo de sermos vitoriosos em favor do nosso cliente.

Assim, a PNL diferencia consideravelmente a visão do operador do Direito, ampliando a sua “caixa”, além de permitir que ele evolua ininterruptamente, se esta for a sua vontade.

2) O que te levou a conciliar a sua vida de advogado da Petrobras com a formação em PNL?

A PNL ingressou na minha vida de uma maneira muito especial. No início do ano de 2015, eu tive problemas emocionais ligados a um estado de estresse profundo (burnout), cujos efeitos mais marcantes foram o pânico e uma brutal ansiedade, os quais não tinha o menor controle.

Em razão disso, comecei um tratamento psiquiátrico que fez uso de medicamentos fortes e intensos que era também acompanhado de sessões de psicanálise.

Apesar do tratamento, eu queria me curar o mais rápido possível. Assim, fui em busca de outros meios que ajudassem a me recuperar o quanto antes.

Além disso, queria muito ter um maior controle das minhas emoções, buscar o autoconhecimento e ter condições de enxergar quais eram os meus propósitos de vida.

No início do meu tratamento, tive a sorte de me deparar com uma oportunidade de aprender PNL. Confesso que no início não tinha ideia do se tratava.

Quando comecei a formação básica, fiquei espantado como nosso corpo e mente são complexos e quantos fatores interferiam nas minhas emoções, estados e sentimentos, o que, por conseguinte influenciavam nos meus comportamentos.

Percebi que era possível acreditar que podíamos alcançar nossos sonhos e que isto não estava reservado a um grupo de afortunados.

Enfim, eu realmente tinha iniciado a mudança da minha forma de pensar. Em razão disso, passei a observar atentamente os meus pensamentos, os seus efeitos nas minhas emoções e comportamentos, bem como os reflexos práticos que isso provocava que, para minha surpresa, eram evidentes.

3) Você pode nos dar um exemplo de como a PNL foi útil em sua trajetória profissional?

A docência foi sempre um grande sonho da minha vida. Eu tinha esta vontade, mas não sabia como concretizá-la, ou seja, ficava estagnado sempre no plano dos sonhos. Possuía inúmeras ideias, mas não as arregimentava de maneira a ter um plano de ação específico e estruturado.

Atualmente, tenho metas positivas e específicas, cujos resultados estão aparecendo até numa velocidade mais rápida do que eu esperava. Isso tem me proporcionando um enorme ganho de novos conhecimentos, eficiência na realização das minhas atividades como advogado público e uma visão sistêmica e estratégica da minha vida profissional.

Vou utilizar como exemplo o meu dia a dia. Atualmente, eu trabalho como advogado na Petrobras, sendo minha rotina muito dinâmica, agitada, imprevisível e repleta de trabalhos. Como saber lidar com isso e poder ainda ter energia para realizar a demais atividades profissionais e pessoais do meu dia?

Para viabilizar isso, comecei a utilizar ferramentas de Programação Neurolinguística para buscar uma maior eficiência no meu trabalho na Companhia. Primeiro, me tornei mais flexível e adepto as mudanças que ocorriam repentinamente. Segundo, apliquei os conhecimentos relativos a uma comunicação eficiente para agilizar a minha performance na comunicação e compreensão das pessoas e na busca por informações importantes para o meu trabalho. Terceiro, passei a ter mais controle das minhas emoções, o que, por conseguinte drenou a minha atenção e focou os meus pensamentos nas soluções para os problemas que surgiam no trabalho. Por último, estabeleci um plano de ação para a minha rotina na Petrobras, com vistas a me desgastar menos e focar mais nas minhas prioridades, tais como, a docência e o ingresso na academia.

4) Sabemos que hoje você também é professor do Instituto Diálogo e, dentre seus cursos, temos um sobre “PNL aplicada ao direito”. Tem alguma dica para quem deseja seguir a carreira docente?

Eu gostaria de compartilhar algumas. Seriam elas:

Primeira, seja sempre flexível com relação a vida de um modo geral.  As mudanças são as constantes nas nossas vidas. O docente tem que ser flexível a elas, senão fatalmente ficará para trás, defasado, seja em conhecimento, seja em comportamento/atitudes. Os flexíveis sempre sobrevivem às mudanças e são vitoriosos. Sair da “zona de conforto” significa renovar-se, estar mais preparado para os desafios e se diferenciar como profissional.

Segunda, o docente não pode encarar os resultados negativos como fracassos, mas apenas como um feedback do que deverá observar e mudar numa próxima ocasião. Caso contrário, o docente se sabotará.

Terceira, o docente deve procurar estabelecer uma comunicação harmoniosa com os seus alunos, se expressando bem tanto verbalmente como corporalmente (comunicação não verbal), para que haja um elo de entendimento perfeito entre todos.

Quarta, o futuro docente deve sempre identificar, criar, executar as suas metas e montar o seu respectivo plano de ação, estabelecendo-os em termos positivos, específicos, com prazos determinados, com evidências sensoriais claras (vê, ouve e sente), certificando-se dos seus impedimentos, identificando os recursos internos e externos necessários e os respectivos ganhos e perdas que estejam a ele relacionados.

Quinta, o docente deve adotar um pensamento sistêmico. Ou seja, estar sempre desenvolvendo novas habilidades pessoais que estimulem o seu autoconhecimento e desenvolvimento, equilíbrio emocional, sentimento de propósito e de parceria com os seus alunos. Desenvolver habilidades de relacionamento com vista a estabelecer o foco no “nós” e não no “eu”, baseado em franqueza e segurança, estimulando, desse modo, o interesse e o desenvolvimento das potencialidades dos seus alunos.

5) Existe algum discurso que te motiva no seu cotidiano profissional?

É uma passagem de Walt Disney que eu considero perfeita para os que pretendem ingressar no desafio da vida docente:

disney

Comentários

Comentários

12 de Janeiro de 2017

0 responses on "Entrevista com Eduardo Frias sobre advocacia e programação neurolinguística"

Leave a Message

Instituto Diálogo

O ID é uma instituição referência no Brasil e na América Latina para o desenvolvimento de competências e habilidades dos profissionais do direito.

Contato

+55 (21) 3596-2262

[email protected]

Atendimento: Seg - Sex (09h às 18h).



Endereço

BRASIL

Rua Álvaro Alvim, nº 48/408.

Centro - Rio de Janeiro - RJ

CEP: 20.031-010

EUA (Escola Internacional de Mediação)

37N Orange Ave, Suite 500.

Orlando - FL

ZIP: 32801

INSTITUTO DIALOGO BRANCATodos os Direitos Reservados © Instituto Dialogo.
top
Site produzido por T1site
X